A linha tênue entre um produto raro e a hipervalorização

posted on 1 comentários
Olá amiga/o! Essa é uma edição especial do nosso Diário de Colecionadora. O motivo de eu ter adiantado essa postagem que estava programando para daqui a mais ou menos seis capítulos do Diário é a pura necessidade. O assunto anda muito abordado, em todos os grupos de vendas/trocas do qual participo, sejam eles de jogos, dolls, ou outros tipos de brinquedos. É uma situação que, por um lado algumas pessoas não compreendem, e do outro lado, algumas pessoas abusam. Por isso vamos abordar os dois lados da situação: a que chamaremos aqui de "rarificação" de um produto, e até que ponto seu valor pode ser trabalhado de uma maneira justa. Então vamos lá?


Você certamente se lembra dos Pokémon Heart Gold e/ou Soul Silver. Os remakes de Johto lançados na quarta geração junto com Diamond, Pearl e Platinum, tinham uma caixa bem bonita, e acompanhavam a Pokéwalker, que era um acessório que só funcionava com esses jogos. Lembra? Por sorte, eu consegui comprar meu Soul Silver há exatos dois anos atrás. Uma das três últimas peças que haviam em uma unidade da RiHappy. Se eu soubesse, teria comprado os três... Você já deve saber o porquê, mas mesmo assim vou explicar novamente mais adiante. De qualquer forma, dei sorte! Sorte por encontrá-lo em uma loja física depois de andar dois shoppings inteiros, novo e lacrado (apesar da etiqueta da RiHappy que é um sofrimento pra remover sem danificar a embalagem), sorte por conseguir comprá-lo ao valor justo imposto pela distribuidora oficial, porque mal sabia eu, a dificuldade que eu possivelmente teria em comprar essa peça dalí em diante!!

Agora você pergunta, "por que, tia Miss"?
Porque, apesar de toda a beleza e capricho da mídia física, e do remake em si ser um jogo tão adorado por tantos fãs da franquia (particularmente, é meu favorito), ele foi um dos jogos de Pokémon que menos vendeu durante sua vinculação no mercado. Olha esse comparativo. Não incluia os Omega Ruby e Alpha Sapphire, mas a fonte ainda é bem recente:

Fonte: Nintendo World Collection nº3 - 2014

Talvez por causa dos R4 e emuladores muita gente se acomodou em não comprar o seu original, da mesma forma que muitos ainda não possuíam seu Ds, ou simplesmente porque nem todo mundo se interessa tanto assim por remakes. Mas de qualquer forma, a procura pelo mesmo aumentou absurdamente depois que sua distribuição e venda foram descontinuadas. Hoje em dia é comum você ver em grupos de venda do Facebook ele ser vendido por essa média de valor (grupo e vendedor ocultos para manter a privacidade dos vendedores. Nosso intuito não é criticar os vendedores, mas somente debater o fato)

--
O valor de tabela dele era R$120,00 se não me engano. Ambos estavam em perfeitas condições e com todos os itens. Okay, um valor um pouco elevado, em relação ao original, não acha? Sim, mas vamos dar uma olhada no Mercado Livre?


Pois é. Agora por que essa supervalorização toda?? Porque esse produto de repente se tornou um item raro e ~de colecionador~. Esse "item de colecionador" é a maior desculpa para hipervalorizar produtos, e vamos abordar isso aqui também, mas vamos pelo início de tudo:

O que faz um produto se tornar raro??

São diversos fatores. Falando aqui não somente sobre jogos, tampouco aos HG/SS. Estou me referindo a itens de coleção em um geral.
  • O mais comum é a rejeição inicial por parte do público, que se torna uma espécie de adoração futuramente; adoração essa que só vem quando o produto já não está mais disponível em lojas! É muito comum um produto ser ignorado e até rejeitado inicialmente, e depois virar um tremendo furor em busca do mesmo quando já não os encontra nas lojas assim tão fácil! O ser humano é movido por tendências, e essas ditam a moda (não só de roupas, mas de comportamento em um todo)! Essas tendências são responsáveis por uma coisa que você considera ridícula hoje ser seu sonho de consumo amanhã. Já vi acontecer com sapatos, action figures... com jogos pode acontecer também, por que não? Essa rejeição inicial faz com que o produto venda menos, logo, exista um número muito menor dele em circulação do que de um produto mais popular. Isto colabora diretamente na "rarificação".
  • Por outro lado, um outro fator considerável é quando o produto foi muito popular e mantém essa popularidade por anos após sua descontinuidade no mercado. O mercado não o produz, a procura continua, o produto valoriza.
  • Outro fator é o tanto de peças que foram comercializadas vs. quantas ainda existem intactas e em bom estado. Estamos usando como exemplo um jogo que foi lançado há 5 anos atrás. Agora vamos imaginar as três peças do SoulSilver que eu mencionei no início do post; o ponto de venda delas era uma loja de brinquedos. Uma foi comprada por mim, uma garota adulta, colecionadora. O produto continua em estado de novo (é o da primeira foto). Caixa, manuais, Pokéwalker e o próprio cartucho em perfeito estado. Acreditando que as outras duas peças tenham sido vendidas para pais de crianças pequenas; crianças que não têm o zelo de um adulto colecionador. A caixa já foi para o lixo, já pisaram e derramaram suco no manual, a pokéwalker foi perdida na rua e o cartucho ainda continua lá, mas com a label rasgada. Vamos imaginar que um deles teve ainda menos sorte,  o cachorrinho comeu o cartucho, e nem isso mais existe. De três peças, só restaram uma! Agora vamos supor que eu tivesse dinheiro tivesse comprado as três peças. Teria uma peça usada em estado de nova, e duas lacradas ("produto lacrado" é um argumento extremamente abusivo, mas vamos chegar lá). Por fim, daqueles quase doze milhões de peças que foram vendidas inicialmente, quantas devem existir em perfeito estado de conservação atualmente??
  • O terceiro fator é um possível relançamento ou a ausência dele. Vendo que muitos vendedores aproveitadores revendem suas peças a até  três vezes o valor de fábrica e que o produto se torna hipervalorizado (e que vende, mesmo com o supervalor), algumas empresas relançam aquele mesmo produto, seja por atender ao pedido dos consumidores, seja para concorrer com esses vendedores. Em alguns casos, relançam o exato mesmo produto. Em outros, retiram alguns acessórios opcionais ou mudam a tonalidade da cor do produto, mudam um pequeno detalhe, mudam a embalagem... É o que chamamos de "Wave 2". Estes pequenos detalhes modificados de uma wave para outra, muito possivelmente são uma forma de persuadir o colecionador a ter as duas versões, mas isso é assunto para outra postagem. Supondo que a Nintendo, de olho nesse "movimento de mercado" em torno dos HG/SS resolvesse não fazer um novo remake, mas RELANÇAR os mesmos jogos, em uma caixa mais simples e sem a Pokéwalker, pelos mesmos R$120,00 que os jogos custavam na época. Seria um Wave 2. Quem quisesse somente o jogo e não se importasse com a caixa bonita, pagaria os R$120,00 no produto novo na loja, as vendas abusivas ficariam encalhadas, o produto desvalorizaria. Entenderam?
    Em 60% dos casos, o produto da primeira wave tem qualidade superior ao da segunda. No caso de jogos, não existe uma forma de haver essa queda de qualidade no cartucho do jogo, porém manuais um pouco mais finos e de material um pouco inferior seriam esperados.
  • Ainda sobre lançamentos, alguns produtos, principalmente livros, jogos, action figures, DVD's, podem possuir duas ou mais versões ainda na primeira Wave. São a versão regular e outras versões que podem ser de colecionador, lançamento, evento especial, exclusiva de determinado país, etc. São aquelas versões em que o produto vem em uma box mais elaborada, acompanha brindes, CD com a trilha sonora, entre outros. Em caso de toys, isso é muito comum na Bandai no Japão. A Tamashii Nations conseguiu o feito de fazer três edições diferentes da S.H.Figuarts da Sailor Moon em um ano! Na D-Arts, divisão responsável pelos Pokémon, em apenas seis modelos lançados, um já tem edição especial de lançamento; é o Mewtwo! A edição limitada de lançamento acompanha o Mew, a regular não. Essa versão com o Mew está uns R$200 mais cara atualmente.
Produto antigo é produto raro? Sim e não!
Já vi produto se tornar "raro" em SEIS MESES (produto de moda cuja coleção muda semestralmente), assim como produto de quinze anos atrás, em estado de novo ser vendido ao valor de loja da época; e este era raro de verdade. Ser raro e ter status de raro são coisas diferentes. O que dá este status: a PROCURA pelo produto!

Estes são alguns dos fatores que tornam um produto raro no mercado. Agora vem a segunda questão:

Por que o valor é tão elevado?

Também são diversos fatores.

  • Um deles é a suposta "exclusividade". O produto não está mais nas lojas, logo a concorrência é pequena. Como eu disse anteriormente, várias peças foram destruídas com o passar do tempo e muito dificilmente um colecionador venderia a peça que guardou em perfeito estado de conservação. Exclusividade também é contada quando o produto não é fabricado e/ou distribuído oficialmente para o Brasil. Quem o traz acha que pode vender vende ao valor que quiser. Aliás, um exemplo recente disso foi quando a maldita Receita segurou o lote do Pokémon OR/AS e atrasou o lançamento do mesmo aqui no Brasil pela finada Gaming do Brasil. Os espertalhões o começaram a trazer de fora enquanto as cópias brasileiras estavam confiscadas. Eu mesma vi loja vendendo os OR/AS a DUZENTOS E VINTE REAIS!! Isto porque era certeza que o produto ia chegar dali a uma quinzena! Quem dirá produtos que saíram do mercado?!
  • O segundo é o próprio estado de conservação (mas nem sempre). Algumas pessoas adoram vender o produto como "Novo. Só abri pra conferir". Acontece que ele pode ter conferido este produto umas centenas de vezes, até mesmo zerado o jogo e vendê-lo como novo depois. Às vezes O produto está incompleto, mas o vendedor ainda sim o vende pelo valor superfaturado, como neste anúncio do Mercado livre.


Há inclusive quem venda só a caixa do produto


O que me leva a pensar que algumas pessoas talvez vendam caixa e o cartucho separados, só para ter o lucro em dobro...
Aliás, ontem mesmo vi em um grupo um anúncio do Soul Silver sem a Pokéwalker por cento e setenta reais, e em outro anúncio só a Pokéwalker por oitenta. Pessoal é ligeiro, não?!

  • O produto ser uma edição especial ou de outro país (que realmente é uma relíquia) e estar em perfeito estado de conservação.
  • O fator oferta/procura. Quanto mais pessoas procurando, mais caro o produto é vendido. Se alguém estiver realmente interessado e comprar o produto, esse valor é afirmado ou até aumenta. O triste é que sempre tem alguém que compra!
  • Mais uma vez, a ausência de um relançamento do produto pelo próprio fabricante.
  • E por fim, a ênfase de que o produto é raro como forma de persuasão, e com isso vem o plus do ~item de colecionador~. É o que vamos abordar agora!

Os mitos do "Produto Lacrado", do "Item de colecionador" e principalmente, o mito do "Colecionador de verdade".

Produto raro, sem relançamento e em perfeito estado de conservação se valoriza, isto é um fato! Há muitas pessoas que se aproveitam dessa valorização, isso é um fato ainda maior! E é tanta babozeira que a gente lê em grupos de vendas, de jogos principalmente, que a gente fica sem saber o que dizer!!
Vamos lá. Como eu disse na edição passada do Diário, colecionadores de verdade são aqueles que têm coleção como hobby, e não como obrigação! Que ESCOLHEM os itens que querem ter em suas prateleiras, os compram na medida do possível, zelam por seus produtos da maneira correta e tem ÉTICA com os demais colecionadores!! Respeito ao colega do lado, sempre!! Vender um produto a três vezes o valor que ele vale, com a desculpa que é item de colecionador e que ""colecionador de verdade tem que ter aquele produto"" (variante ""coleção só é completa se tiver esse produto""), é FALTA DE ÉTICA E RESPEITO COM O OUTRO COLECIONADOR!!! Chega a beirar o ridículo em alguns casos, e por isso vendedores abusivos sempre são alvo de chacota em grupos de venda!!

Outro mito bem comum, em grupos de venda de games principalmente, é o tal do "produto lacrado". Há quem diga (e tente empurrar na goela de colecionador novato a qualquer custo) que produto lacrado vale três vezes mais que um NO MESMO ESTADO DE CONSERVAÇÃO, só que sem o lacre... Gente, além de ser mentira, beira a psicodelia argumentativa!!
Há uma diferença considerável entre produto usado, e usado em estado de novo. Em alguns casos, entre o usado em estado de novo, e o "novo lacrado" é somente o plástico envolto ou o selo adesivo intacto! Vale lembrar que você mesmo alguma vez, comprou um jogo novo e só abriu a caixa do produto uma única vez para retirar o cartucho e sequer folheou os manuais. SIM, eles estão no exato mesmo estado de conservação do novo lacrado. Sim, um produto nesse estado de conservação agrega a sua coleção da mesma forma que o outro com o plástico envolto. E lembrando que jogos e seus manuais, como qualquer outro produto devem ser abertos e manuseados. Você pode fazer isto; é só lavar as mãos e saber manusear pra não amassar! Produto fechado na caixa e sem manuseio por muito tempo MOFA!! Vale também frisar a prática de alguns espertinhos em relacrar a caixa que já foi aberta e vender a preço de lacrado. O comprador, acreditando que o produto nunca foi aberto, nunca irá abri-lo também, e não imagina que foi enganado. Bastante anti-ético, isso. Não acha??
Bom, ainda assim há quem diga que o produto lacrado realmente valha entre duzentos a trezentos reais a mais. Minhas horas de trabalho são bem valorizadas por mim. Eu não gastaria trezentos reais em um plástico, e de baixa qualidade ainda... Você gastaria?
E acredite em mim. O efeito de uma caixa de jogo lacrado ou sem o lacre, na fotografia, em termos de chamar a atenção como raridade É O MESMO!! Não sei quem e há quanto tempo inventou essa hipervalorização no plástico do lacre, mas hoje em dia não convence mais!

Mas não é venda direta, é leilão. E agora??

Leilões são questão de sorte na maioria das vezes! Eu já consegui em leilão uma pelúcia bootleg por valor de Aliexpress, dezoito reais. Entretanto, já vi Figuart Bootleg terminar o leilão a só vinte reais a menos que o produto original. Se você der a sorte de haverem poucas pessoas seguindo aquele leilão, e de não ter um maníaco por lances que vai aumentar o valor do produto umas duas vezes ao dia, você consegue um bom produto por um bom valor... Na maioria das vezes.
"Pode um leilão ser abusivo, Tia Miss?" Depende... Se o produto vale cem reis na loja, o lance inicial foi de nove e noventa e o leilão fechou a cento e dez foi pura má sorte de quem arrematou. Por outro lado, se o leilão do mesmo produto que vale cem reais na loja e teve lance inicial acima de noventa... aí sim, foi abusivo!! Entende? A questão não é por quanto o leilão FECHOU, mas com quanto ele ABRIU!
E vale lembrar que um "maluco por lances" pode ser proposital para aumentar o preço do arremate.

E Rifas? Como proceder??

Eu particularmente gosto bastante da ideia da rifa! É uma forma de o vendedor supervalorizar seu produto sem lesar diretamente o comprador. Para você que é criança e não lembra da modinha que eram as rifas há um tempo atrás, elas são cartelas geralmente vendidas em papelarias, podem ter cinquenta ou cem números ou nomes, e um nome secreto que fica no topo da cartela. Estes números ou nomes são vendidos aos interessados por valores simbólicos que, somados, serão o valor total do produto, prêmio este do sorteio o qual você concorre com o nome ou número escolhido!
Supondo que você tenha um jogo que comprou a cem reais na loja, mas quer revendê-lo a trezentos. Cem números de rifa a três reais, você conseguiu os trezentos que queria e, se a pessoa der sorte, ela vai conseguir o jogo por três reais. Entendeu agora?? A pessoa pode comprar quantos números ela quiser, mas já ciente que, caso não seja sorteada aquele dinheiro também não volta. De qualquer forma, quatro números em nosso exemplo dariam doze reais, que ainda assim é um valor simbólico! Hoje em dia existe a rifa digital que facilita bem mais a vida que ficar anotando nome de todo mundo no papel!

Ótimo. Já falamos sobre como o produto se torna raro, e como age um vendedor abusivo. Agora vamos ver o outro lado da história:

Nem toda supervalorização é abusiva!!

Eu particularmente considero abusivo aquele valor que ultrapassa os 100% do valor original de loja. Exemplo, comprar um figuart a cento e oitenta reais hoje e querer revendê-lo a seiscentos daqui a dois anos. Por mais "novo, só abri pra olhar" que esteja... É abusivo! Não dá pra citar uma faixa de valor aceitável, visto que varia muito graças a aqueles fatores que citei lá em cima. Mas cabe a você analisar estes pontos e saber se o produto está superfaturado ou não. Eu particularmente não pago mais do que 50% sobre o valor que ele valia na loja, exceto que seja um produto que eu queira muito. Se você achar que vale, fica a seu critério e de mais ninguém!

Com certeza você já ouviu "O produto é dela/e! Ela/e vende por quanto quiser"! por aí. E de fato, você não é obrigado a revender aquela peça que está na sua coleção há tantos anos pelo mesmo exato valor de loja, até porque teve uma valorização da moeda durante esse tempo. Mas é claro que se sua peça apresenta "sinais do tempo" (Desbotada, manchas de poeira, foi customizada, etc) você não pode vender a valor de nova. É claro que você pode e deve aumentar o valor, mas cobrar cinco vezes mais do que ela valia só porque você nunca tirou o lacre plástico (e você sabe que o que tem lá dentro da caixa pode já estar estragado, certo?), é loucura! Tudo é uma questão de bom senso!

Nem sempre a pessoa que revende o produto o faz porque quer, ou porque comprou com o objetivo de revender (coisa que entre vendedor abusivo é muito comum). Muitas das vezes a pessoa está retirando aquela peça de sua própria coleção, e o faz por pura necessidade, ou porque se cansou daquela peça e quer direcioná-la a outro colecionador. Quando o faz, é em um valor elevado, entretanto a peça é mantida com um carinho e zelo que os outros vendedores geralmente não têm. É uma peça em melhor estado de conservação que muitas "lacradas" por aí. Nestes casos, a elevação no valor é justificada, e dificilmente será abusiva.
Há casos nos quais o próprio vendedor justifica a supervalorização do seu produto. Exemplo. Vi o caso de uma garota que importou um kit de canetas das Sailors do Japão. O produto chegou ao Brasil e foi absurdamente taxado. A garota revendeu as canetas separadas com sua devida porcentagem da taxa, o que eu achei bem justo! Injusto seria ela pagar a taxa sozinha!
Vendedores comuns são geralmente outros colecionadores, com os quais é possível mesmo um diálogo aberto e amizade para futuras negociações!

E algumas pessoas fazem questão de ter o produto. E eis que surge o produto que você queria a tanto tempo por um preço acessível a você, por mais que esteja um pouco elevado em relação ao que custava na loja. Você não vai perder a chance, acredite!
E nem sempre o relançamento desvaloriza o produto de 1ª wave. Às vezes a qualidade do relançado é tão inferior, que colecionadores perfeccionistas vão preferir pagar mais caro no primeiro.

Por último, mas não menos importante:

Venda de produtos Customizados/Artesanais NUNCA É ABUSIVA!!

A pessoa perde algumas horas da vida dela fazendo UM produto para UMA pessoa. Geralmente ouvindo suas especificações. Indústrias fabricam milhares de peças exatamente iguais por hora, sem especificação ou personalização alguma. Um trabalho artesanal sempre resulta em uma peça exclusiva para sua coleção. Pode até haver alguma bem parecida, mas nunca igual!
"Nossa, tá caro! Com esse valor eu compro o material e faço umas vinte iguais". Ótimo! Vá fazer então, boa sorte!! Ninguém nasce sabendo fazer trabalho artesanal. Sempre é resultado de anos de estudo e prática para se chegar àquele nível de execução. E arte custa trabalho, tempo e dinheiro, e NINGUÉM é obrigado a trabalhar de graça! Se a pessoa gastou quinze reais em massa e tinta para fazer uma estatueta e quer revendê-la a duzentos, ELA O FAZ, e NINGUÉM TEM DIREITO DE CONTESTAR!! Porque ela está colocando o preço do trabalho dela!! Arte também é trabalho, meus amigos!

Mas vale lembrar que (Você como comprador/a):

Vamos lá. Você está em um grupo de vendas do Facebook e vê um anúncio. O produto valia cento e cinquenta reis na loja. O rapaz o está revendendo a quatrocentos, você:
[  ] Ignora o post
[X] Comenta fazendo piadinhas sobre o quão caro o produto está, como ele nunca vai ser vendido, e fica "encaroçando" no post, afinal the zuera never ends!

Pessoas, isto é ridículo!!! Não o façam, simplesmente não o façam!! Primeiro, pela Ética que mencionei lá em cima. Venda abusiva é falta de respeito. Fazer chacota com o vendedor é tão desrespeitoso quanto!! Segundo porque sempre vai ter alguém que vai tomar as dores do vendedor abusivo e tentar empurrar pela goela do pessoal que aquele produto realmente vale aquele valor (mesmo sabendo que não vale). Terceiro, porque o vendedor vai conseguir negociar o produto nunca, o que volta a bater lá na questão da ética. Se tiver real interesse no produto, tentar negociar é um direito seu! Não conseguiu, desista! Simples! Não tem interesse no produto devido ao preço, passa direto. Simples também!

Não crive um vendedor de perguntas se não tiver realmente interesse na peça. Se tiver interesse, pedir fotos e até vídeo para garantir o estado de conservação e funcionamento (enfatizando que neste caso, o produto "lacrado" é uma compra às cegas), combinar entrega pessoalmente quando possível, e testar o produto no momento da entrega quando possível são seus direitos. Pedir quinhentas fotos, calcular oitocentos fretes, para simplesmente ignorar o vendedor depois, é chato. Não o faça.

Por fim, isso é tudo o que me lembro sobre vendas supervalorizadas por enquanto! Qualquer dúvida, angústia, ou algo que você acha que possa complementar ou corrigir em nosso post, deixe nos comentários. Vou adorar ver sua opinião aqui!
Até a próxima!
Title: A linha tênue entre um produto raro e a hipervalorização
Rating: 10 out of 10 based on 24 ratings. 5 user reviews.
Writed by ALly DizZzy -Aline Lly

1 comentários:

Belo post Tia Miss =]
Realmente você colocou tudo que representa mesmo os motivos da super valorização. Achei bastante interessante, pois explicou coisas que eu desconhecia também. Sorte minha que eu consegui os meus 2 HG e SS por preços bons. HG - 150 (semana do lançamento do jogo) e o SS - 100 com um amigo completo com todas as coisas XD Espero que isso fique realmente apenas nesses 2 jogos esse abuso, pois já como ORAS é um remake fico pensando se ele vai ficar nas mesmas condições. Mais ótimo post novamente e espero que venha mais como esse =]

ReplyDelete